Medicina de proximidade com atendimento diferenciado
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Medicina de proximidade com atendimento diferenciado

Cláudia Bernardino Bernardo é especialista em Medicina Geral e Familiar há 16 anos. Abraçou em setembro, do ano passado, um novo projeto e, em abril, a direção clínica da Oporto Pain Free Clinic – OPFC.

“Desde pequena que sempre quis ser médica e tirei o curso de Medicina na Universidade Nova de Lisboa”, é desta forma que Cláudia Bernardino Bernardo inicia a entrevista, revelando que nasceu com vocação para cuidar do corpo e da mente dos outros. Enquanto estudante, “o bichinho pela Medicina Geral e Familiar surgiu quando tive a oportunidade de acompanhar uma médica que fazia periferia, em Ferreira do Alentejo. Íamos pela manhã, o nosso almoço era uma sopa, pão e fruta, e era na junta de freguesia que fazíamos as consultas, gostei da forma como as pessoas viam a figura e o valor do médico de família, as pessoas iam ao médico, mas muitas vezes nem estavam doentes, iam para desabafar ou pedir conselhos. Acompanhávamos todas as faixas etárias, víamos o indivíduo como um todo, inserido numa comunidade e numa família e eu achei aquilo fantástico”, revela. Decidiu, mais tarde, durante o internato geral, em Vila Nova de Gaia, que seria médica de família. “Fiz a especialidade em Matosinhos, o melhor sítio de formação na região Norte em termos de Medicina Geral e Familiar, estive na especialidade durante três anos. Decidi também, começar desde cedo, a trabalhar no privado, no sentido de trabalhar as apetências técnicas, a relação médico-doente e a empatia. Quando terminei a especialidade fiquei a trabalhar em Matosinhos, mas achei que devia passar por várias áreas para me enriquecer, durante alguns meses acompanhei uma oftalmologista, estive também na área da cirurgia vascular, trabalhei numa clínica de diálise, fiz medicina do trabalho. Atualmente, trabalho numa Unidade de Saúde Familiar, na Maia, e no setor privado. Escolhi ser médica de família pelo papel de acompanhar o doente ao longo da vida; esta relação de confidencialidade e proximidade com os utentes é muito aliciante e enriquecedora”, revela entusiasticamente Cláudia Bernardino Bernardo.

OPFC: A clínica que nasce para responder à pandemia

A OPFC abriu portas a 28 de junho de 2020. Sobre as motivações que a levaram a ser diretora clínica da OPFC, a responsável confessa que “gosto demasiado daquilo que faço e gosto também de novos desafios. Integrei a equipa em setembro de 2020, como médica de Medicina Geral e Familiar e, mais tarde, fui convidada para ser diretora clínica. É um projeto que sempre me fez sentir motivada porque estávamos em plena pandemia. Na OPFC, a grande mais-valia foi criar uma equipa que pautasse pela experiência, competência e juventude, começamos pelo conceito de médico de família na privada, acho que cada vez mais, no futuro, vamos ter pessoas a procurar o médico de família no privado e em clínicas mais pequenas, em que as pessoas se sentem mais acompanhadas, acarinhadas e em segurança, por serem sempre seguidas pelo mesmo profissional, queremos marcar a diferença aí”, destaca a responsável.

Neste momento, o corpo clínico tem como presidente da Comissão Científica, José Maria Alonso, chefe do departamento médico do Atlético de Madrid. É composto também por duas Médicas de Família, uma Pediatra, uma Pneumologista, um Psicólogo, uma Nutricionista, uma Fisioterapeuta respiratória, uma enfermeira para os serviços de enfermagem de rotina e urgentes, que também faz domicílio, duas técnicas que fazem a realização de testes de pesquisa do SARS CoV 2 (PCR e testes rápidos de antigénio), testes rápidos DUO (COVID 19 + Influenza A/B) e pesquisa de imunidade do SARS CoV 2. Futuramente, a OPFC irá disponibilizar também um serviço completo de análises clínicas e alargar o leque em termos de fisioterapia. A OPFC distingue-se por conseguir acompanhar os doentes pós-COVID-19 que apresentem sequelas.

No que diz respeito à missão e objetivos, a diretora clínica enaltece o seguinte: “Na OPFC queremo-nos destacar pela excelência formativa e competências técnicas de todos os elementos e, por isso, apostamos numa equipa jovem e diferenciada que investe na profissão. Acreditamos que estes serão os melhores profissionais para os nossos clientes. Para além disso, queremos ir mais além das teleconsultas e telereabilitação e assim, chegar a casa das pessoas, a casa das famílias e assegurar serviços como o médico de família que, neste momento, está tão desfalcado no Serviço Nacional de Saúde, garantindo as melhores condições de segurança e atendimento. Trabalhamos individualmente, mas sempre com a ideia de que somos uma equipa multidisciplinar e, portanto, aproveitamos os recursos de uns e de outros”.

Papel das mulheres na Medicina em Portugal

“Como em qualquer outra área, temos mulheres motivadas, fruto da sua experiência de vida, pessoal e profissional que têm apetência para ao liderar, saber o que estão a fazer e, há outra coisa, a mulher tem uma sensibilidade mais aprimorada, que aliada à motivação são dois pontos fundamentais para liderar uma equipa”, começa por enumerar Cláudia Bernardino Bernardo. Quando questionada sobre a representatividade feminina nos cargos de liderança, a entrevistada explica ainda que “na área da Medicina, estamos muito presos ao diretores de serviço que raramente são mulheres; na Medicina Geral e Familiar há cada vez mais mulheres no cargo de coordenação, até porque é uma área cada vez mais preenchida por mulheres. Futuramente, de uma forma geral, a Medicina vai ser cada vez mais no feminino, em média, num curso de medicina onde entram 150 candidatos, dois terços são mulheres. Portanto, acho que há que deixar o preconceito de ter uma mulher como diretora de um serviço, porque pode ser uma mais-valia em várias vertentes. Claro que as competências técnicas devem ser sempre a prioridade, mas a sensibilidade é importante, a capacidade de motivação, a capacidade de querer estar sempre a inovar, estar sempre na linha da frente é fundamental e no meio hospitalar ainda mais”, destaca a entrevistada, concluindo o seguinte: “Tem que ser dada a oportunidade de uma mulher mostrar as suas competências, habilidades e capacidades”.

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